A Casa da História Judaica de Elvas abriu na manhã deste sábado, 13 de abril, ao público.


O espaço histórico, que será provavelmente uma sinagoga, fica localizado na Rua dos Açougues, no centro histórico da cidade de Elvas.




O ato foi acompanhado pela apresentação e tomada de posse de Rui Jesuíno como Cronista Oficial da Cidade de Elvas.


Rui Jesuíno foi designado pelo Município de Elvas para desempenhar esta tarefa de cronista a título honorifico, na medida em que é reconhecido pelo seu “prestígio na área da investigação e é devidamente reconhecido pelas publicações que salvaguardam a história local deste concelho”.
“Honra, satisfação e responsabilidade”


Rui Jesuíno afirmou que “é com grande sentido de honra, satisfação e responsabilidade” que assume o papel de Cronista Oficial da cidade, “na defesa do património de Elvas”.
Jesuíno explicou que “o cronista é o historiador que relata os fatos históricos ou da atualidade”, designando-o como “um trabalho altruísta”, lembrando que outrora nomes relevantes da história de Elvas assumiram esta função como Aires Varela (no século XVII); Tomás Pires (na viragem do século XIX para o século XX) e Eurico Gama, entre outros.
“Os historiadores são artesãos da memória”


Ana Paula Amendoeira, Diretora Regional de Cultura do Alentejo, sublinhou que a manhã deste sábado ficou marcada “por um importante simbolismo”, considerando que a distinção como cronista oficial atribuída a Rui Jesuíno “foi inteiramente merecida”.
Esta responsável partilhou com os presentes que “os historiadores são artesãos da memória”, e nessa medida, “é a partir da investigação histórica que valorizamos a memória e, assim, podemos escolher o que deve ser lembrado”.
“Respeito pela Memória da História”


Nuno Mocinha, Presidente da Câmara Municipal de Elvas, considerou que “se fez justiça” com a nomeação de Rui Jesuíno como Cronista Oficial, uma vez que se trata de “alguém que tem dedicado à cidade de Elvas o seu gosto pela história”.


Relativamente à abertura ao público da Casa da História Judaica de Elvas, Mocinha referiu que o espaço apresenta novos elementos que permitem melhor entendimento da história, através de telas ilustrativas e descritivas presentes no local, ao mesmo tempo que “respeitam a memória da história” judaica em Elvas.














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