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9 Fevereiro, 2018

Movimento Cívico: Sérgio Ventura revelou “falta de carácter”

O Movimento Cívico, liderado por Rondão Almeida, reuniu o seu o Conselho Deliberativo e emitiu um esclarecimento à população sobre o afastamento de Sérgio Ventura.

Nesta nota pode ler-se que “reunido o Conselho Deliberativo do MCPE, julgamos ser do interesse dos elvenses saberem que todos os elementos presentes neste órgão, consideraram o comportamento de Sergio Ventura revelador da sua falta de carácter”.

Movimento deu dois meses de auto-reflexão a Sérgio Ventura

O Movimento esclarece ainda que “salientamos que, apesar desta indignação geral de todos os elementos do movimento,  o líder, Rondão Almeida, agiu com enorme  condescendência  em conceder a Sérgio Ventura  dois meses de auto-reflexão,  antes de tomar a opção de abandonar o grupo de cidadãos que nele acreditaram. Deixamos à consideração da população a avaliação final da sua postura”.

Sérgio Ventura não tem condições para desempenhar o cargo de vereador

O Movimento reitera que Sérgio Ventura deve abandonar o cargo de vereador. “Perante este comportamento desleal, fica demonstrado que o senhor Sérgio Ventura não tem condições para desempenhar o cargo de vereador, já que fica também provado que não é fiel aos eleitores que em nós confiaram”.

Recorde-se que no passado dia 5 de fevereiro, Sérgio Ventura emitiu igualmente uma nota de esclarecimento sobre a sua posição relativamente a esta divergência com o Movimento e, em concreto, com o seu líder – Rondão Almeida.

Na sua missiva endereçada aos elvenses, Sérgio Ventura confirma que não se demite e que desde o final de 2017 se demarcou do referido Movimento Cívico liderado por Rondão Almeida.

Desta forma, Sérgio Ventura escreve que “tendo sido eleito vereador da Câmara Municipal de Elvas, no passado dia 1 de outubro, pelo movimento cívico Rondão Almeida – Elvas Nosso Partido, aceitei a responsabilidade, em nome dos Elvenses que em mim confiaram, para trabalhar em prol de todos.

Como autarca, é minha obrigação defender o interesse comum, tendo sempre presente as necessidades das pessoas e preocupação de encontrar as melhores soluções para colmatar as mesmas.

Um eleito tem de estar, por isso, ao serviço do seu município e das pessoas, sem ficar ao sabor de interesses individuais que em nada favorecem o coletivo. Assim, torno público que me demarquei do movimento “RA – Elvas Nosso Partido”, no final do ano 2017, por considerar que este não está a ir de encontro aos objetivos e compromissos feitos aos eleitores.

Sou da opinião, que na vida política, ninguém deve ser penalizado por ter optado por tomar um caminho mais justo, correto, verdadeiro e leal para connosco e para com todos aqueles que nos elegeram. Sempre fui frontal e honrei os meus compromissos.

“Nunca fui “aliciado” pelo Sr. Presidente da Câmara”

“Fui humilhado e ofendido (…) por um eleito do Movimento”

Esclareço também que nunca fui “aliciado” pelo Sr. Presidente da Câmara Municipal de Elvas, Dr. Nuno Mocinha, ou qualquer outro elemento de outra força partidária. Afirmo sim, que fui humilhado e ofendido em plena Reunião do Executivo do passado dia 27 de dezembro, por um eleito do Movimento Cívico, por ter votado em consciência e de acordo com a Lei e sobejamente atacado nos meios de comunicação.

Embora o caminho aparentemente mais fácil fosse aquele que me sugeriram – demissão de mandato de vereador – o compromisso que assumi com os elvenses sobrepõe-se a qualquer motivação pessoal, pelo que continuo disponível e totalmente empenhado para trabalhar em prol do nosso concelho, sem fugir à confiança e responsabilidades que em mim foram depositadas”.

Recorde-se que de acordo com nota de esclarecimento publicada por Rondão Almeida, líder do Movimento Cívico, desde o ato eleitoral (1 de outubro 2017), que havia surgido um mau estar com o vereador Sérgio Ventura.

“Após as eleições tive uma grande pressão por parte de Sérgio Ventura e Sara Magalhães no sentido do movimento se coligar com o PS”.

“A opinião do movimento e da minha pessoa foi sempre a de respeitar a vontade expressa pelos eleitores e por isso definimos uma estratégia de fazer uma oposição pela positiva defendendo sempre as linhas de orientação do nosso programa eleitoral”.

Movimento pediu demissão a Sérgio Ventura

Rondão Almeida informava também que “todos os elementos do executivo do Movimento Cívico Independente pediram a Sérgio Ventura que se demitisse do lugar pelo qual foi eleito para dar lugar a outro que defendesse os princípios do Movimento”.

 

 

 

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