Claúdio RamosOpinião
30 Novembro, 2015

… A ti, Sofia!

Não nos devemos queixar. Nenhum de nós, que anda aqui às voltas com as suas crises se deve queixar, quando tu acordas cedo e te metes a caminho de exames para perceberes até onde vai esse maldito tumor que te invadiu aos 31 anos de idade. Maldito! Maldito! Maldito!

… Andamos todos às cabeçadas uns aos outros, a achar que a nossa vida está no limite por isto e aquilo e para nos ‘acordar’ chegas tu e dás com a maior dignidade a notícia do momento que estás a passar. Dignidade e generosidade, porque dizes que não é uma causa apenas tua ‘é de todos!‘. Claro que sim. Que é. Que será. Ontem fiquei uma noite inteira a pensar nas voltas que a vida dá. Nas voltas da minha vida à conta da tua notícia.

Nas voltas da tua vida. Agora, que está na altura de receberes os louros todos do teu empenho, do teu esforço, vem o destino e prega-te uma rasteira.

Mas calma! O destino pode ser traiçoeiro, mas Deus sabe o que faz e acreditamos (eu e tu) que Ele nunca dá uma dor superior aquela que poderemos carregar. Tens hoje, uma onda de amor solidário, perante a tua enorme coragem, de revelares publicamente o que estás a passar, o respeito pelos teus seguidores, pela imprensa, por ti.

O respeito ganha-se, sempre te disse isso. Está ganho! Agora é fazer um caminho, que seguramente será rápido, apesar de te parecer lento, para que daqui a nada estejas a rir disto tudo. Esse feitio refilão que tens, é sinónimo da tua garra, nada te fará parar, e não será isto – óbvio que não – no máximo vai dar-te um abanão a ti e a quem te rodeia, e assim todos nos convencemos de que precisamos olhar para o lado.

Não nos devemos queixar. Nenhum de nós, que anda aqui às voltas com as suas crises se deve queixar, quando tu acordas cedo e te metes a caminho de exames para perceberes até onde vai esse maldito tumor que te invadiu aos 31 anos de idade. Maldito! Maldito! Maldito!

Os amigos, reúnem-se todos à tua volta, porque sabem que o caminho poderá custar e nessa altura eles serão a almofada de que precisas, o ombro aconchegado, muitas vezes só para chorar, outras apenas para rir e disfarçar. Eu estou aqui. Se calhar para nada.

Mas como pessoa que gosta muito de ti, te é grato (tu sabes) e porque acredito num Deus que faz as coisas certas, aposto que daqui a nada já estamos a rir disto. Depois, como profissional, quero agradecer-te a generosidade imensa que tiveste ao dividir com todos o teu momento. Estamos aqui. Tu sabes. Estamos e estaremos. Juntos! Ainda que cada um na sua vida, nas suas estradas, nas suas arrelias. Mas estamos. Quando é preciso estamos. Beijo Sofia. Obrigado Sofia Ribeiro!

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