Fernanda SesifredoOpinião
18 Dezembro, 2017

AMOR?

O Amor é Uno e, nessa perspectiva, a minha, não posso afirmar que sei o que é efectivamente o amor.

Em várias ocasiões me ocorre a palavra Amor, esse nobre sentimento com uma panóplia de significados e outros sentimentos.

Pensava eu que sabia o que é o amor. Não sei!

E não sei porque há um conjunto de sentimentos cujo somatório significa amor mas sendo assim não pode ser amor. É impossível!

O Amor é Uno e, nessa perspectiva, a minha, não posso afirmar que sei o que é efectivamente o amor.

Carinho, é amor?

Amizade é amor?

Ternura é amor?

Respeito é amor?

Confiança é amor?

Cumplicidade é amor?

Paixão é amor?

Tantas palavras que poderiam casar com amor!

Para haver amor têm que existir duas pessoas. E quando há mais que duas pessoas o que chamaremos a um sentimento que à partida significa, neste caso, muita afeição?

Amor? Não é possível!

O amor e muitas coisas às quais não devíamos chamar amor mas sim o verdadeiro sentimento a que correspondem as relações, os momentos.

Dito isto, não sei o que é o amor pois sinto muitos sentimentos cujo somatório não é certamente amor.

Quando duas pessoas se unem por um sentimento que as aproxima para sempre sem mais ninguém dentro dessa união, aquilo que os une pode não ser amor, mesmo que jurem amar “até que a morte nos separe”..

É sim o conjunto daquilo que sentem onde aquilo a que chamamos amor pode não ter cabimento. E dessa união podem nascer filhos e, acredito, não haver amor. E esses filhos podem ter sido gerados sem que o acto em sim encerre amor.

Muitos poderão achar que isto não é possível ou que nunca conheci o amor. Mas à luz da minha consciência de pessoa com bons sentimentos, devo afirmar que não sei o que é o amor.

Sei de muitos e nobres sentimentos, isso sei.

Mas, afinal o que é o amor. O amor indiviso?

Será que alguma vez o encontrarei o amor como Uno?

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