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ActualExclusivo
9 Dezembro, 2015

Alter: Coudelaria quer ser Património Mundial

A Coudelaria de Alter quer ser classificada como Património da Humanidade pela UNESCO.

O município de Alter do Chão e a Companhia das Lezírias assinaram protocolo de cooperação para a instrução do processo que conduzirá à inscrição da Coudelaria como Património Mundial, a ser apresentado à UNESCO.

A cerimónia teve lugar esta quarta-feira, dia 9 dezembro, data em que se assinalaram os 267 anos de existência daquela que é a Coudelaria mais antiga do país e do mundo, a funcionar ininterruptamente no mesmo local.

A Coudelaria está localizada na coutada do Arneiro, com 800 hectares de terreno, dos quais 25 mil metros quadrados correspondem a área edificada.

Desde agosto de 2013 que a gestão da Coudelaria pertence à Companhia das Lezírias e são vários os motivos que justificam a candidatura a Património da Humanidade.

Os cavalos Lusitanos com linhagem Alter Real ali produzidos têm como finalidade a competição, o ensino e a venda. Com o objetivo reprodutivo a procura chega de todo o mundo.

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“Temos muitos criadores em Espanha que vêm aqui procurar a genética que lhes interessa para os seus lusitanos ou melhorar as suas próprias criações de outras raças, temos procura do Brasil e de outros países do norte da Europa. De Portugal continuamos igualmente com muitos criadores que querem utilizar os nossos garanhões como reprodutores”, afirma António Saraiva, presidente da Companhia das Lezírias.

Aquele local tem um importante papel no desenvolvimento socio-económico cultural e turístico no concelho, entre Coudelaria, Escola Profissional e Laboratório de Genética Molecular, no interior da Tapada do Arneiro existem cerca de 70 postos de trabalho.

“As sinergias que a Coudelaria tem à sua volta é um mundo para Alter e para a região, a nível do turismo e postos de trabalho, por exemplo”, lembra Joviano Vitorino, Presidente da Câmara Municipal de Alter do Chão.

O processo de candidatura a património Mundial entra agora numa fase de elaboração do dossiê, redação e concentração de toda a documentação necessária.

António Ceia da Silva, presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo, lembra que o caminho vai ser longo, mas mostra-se igualmente confiante num bom desfecho.

“Agora que vamos colocar a UNESCO e o mundo a olhar para a Coudelaria, eventualmente muitos de nós e muitos responsáveis vão olhar igualmente para ela de outra forma”.

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