ActualEurocidade
2 Março, 2016

Por a Eurocidade do Sudoeste Ibérico a funcionar

Celebramos a comunicação das candidaturas ao INTERREG dos autarcas da Eurocidade do Sudoeste Ibérico (Elvas, Campo Maior e Badajoz por enquanto) no bonito Centro da Ciência do Café.

Em primeiro lugar, temos uma candidatura sobre o património, o seu arranjo e a sua valorização, que é uma estratégia cultural, turística e económica importante e que deverá ser cuidada em todos os seus aspetos não só históricos e de qualidade de reabilitação, mas de serviço e comercialização turística, dotando estes espaços de conteúdo e criando ações claras de marketing online e offline, a partir do projeto GURA (Guardiões da Raia), mesmo chegando a conseguir que seja declarado não apenas Elvas, mas o conjunto das três ou inclusive as quatro cidades (com Olivença/Olivenza incorporada), Património da Humanidade, devido ao imenso “Tesoro de la Raya” que supõe.

Por outro lado, estimamos que o projeto EUROBEC tem uma função múltipla, não apenas para ganhar a governabilidade da Eurocidade do Sudoeste Ibérico, com a formação e desenvolvimento de uma Agrupação Europeia de Cooperação Territorial, mas para conseguir desenhar uma estratégia conjunta de curto, médio e longo prazo num plano estratégico eficiente e realista, e até para que o eurocidadão de base, as empresas e as autoridades nacionais e internacionais se deem conta do grau de integração cada vez maior do conjunto de municípios da Eurocidade e do papel efetivo e necessário que está chamada a cumprir a nossa Eurocidade no sistema de cidades ibéricas e europeias.

Mesmo a faltar ainda alguma ação por desenvolver e porque a Eurocidade não se constrói só em três anos, mas sim em alguns e muitos mais anos, com certa continuidade e visão política além das ideologias, podemos pensar que o quadro de organização das ações obedece a um esquema completo e bem pensado que pretende integrar cidades e empresas, consciencializar cidadãos com os seus hábitos quotidianos do sentimento e a necessidade da Eurocidade, comunicar, comprometer e integrar administrações locais, promover a qualidade de vida no território, refletir e por em prática estratégias de desenvolvimento económico, social e humano convocando para isso a todos os cidadãos, todas as associações todas as instituições e todas as empresas que podem e devem ser envolvidas no processo.

Esperamos que estas candidaturas sejam favoravelmente aprovadas e que no seu início marque o começo de uma Eurocidade do Sudoeste Ibérico cada vez mais dinâmica e de progresso: a nossa Eurocidade!!

Texto escrito por Luis Fernando de la Macorra, professor de Economia Regional, na Universidade Extremadura.

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