ActualEurocidade
17 Março, 2016

Eurocidade do Sudoeste Ibérico: educação e trilinguismo.

(...) devemos promover desde já uma educação trilingue para o ano académico 2016/2017 ou quanto menos para o ano académico 2017/2018.

É claro que o investimento em educação é um investimento de futuro e vai mais além do ciclo político, mas consegue terminar por desenvolver muito os territórios. Se queremos criar novas gerações de eurocidadãos trilingues (ou até de alentejanos/estremenhos), devemos ir alguns passos mais além do atual bilinguismo espanhol/inglês do lado espanhol da nossa Eurocidade e do atual bilinguismo português/ inglês do lado português da nossa Eurocidade.

Não é nada estranho encontrar apostas publicas trilingues nas Comunidades Autónomas espanholas com língua própria diferente do espanhol. Portanto, lá temos a experiencia de sistemas educativos trilingues onde se ensinam conhecimentos e culturas em catalão/espanhol/inglês, em vasco/espanhol/inglês ou galego/espanhol/inglês, etc.

Também não é nada de estranho encontrar eurocidades ou ate euroregiões no centro da Europa em que o inglês/francês/alemão ou qualquer combinação de duas destas três línguas junto com a língua nacional diferente supõe criar cidadãos europeus adaptados para trabalhar e conviver com tudo o mundo.

Mais ainda, deveríamos formar secções trilingues promovendo o intercâmbio de professores entre Portugal/Espanha e o Reino Unido, para que o sistema trilingue fosse mais eficiente.

No caso, do nosso recanto do Sudoeste, estamos em condições de procurar fundos comunitários e captar o interesse, a atenção e o compromisso das autoridades educativas de Lisboa/Évora e Mérida/Madrid para por a funcionar não só um ensino secundário trilingue, mas um ensino primário trilingue.

Podemos contar com que a língua inglesa é universal hoje em dia e que se somarmos os países da Lusofonia (200 milhões de habitantes) e os países da Hispanidade (300 milhões de habitantes), estamos a contar com facilitar o trabalho e a vivência telecomunicada dos novos eurociudadãos quanto menos com 500 milhões de habitantes e potencialmente com muitos mais milhões de habitantes no mundo, criando condições fantásticas para o desenvolvimento económico e humano dos novos eurociudadãos na Eurocidade.

Como a única fonte económico financeira para a nossa Eurocidade não deve ser apenas o programa INTERREG e como criar e fomentar a Eurocidade para já e para o futuro (sabendo que o futuro sempre começa hoje), não significa ter de investir apenas em património, turismo e comércio, devemos promover desde já uma educação trilingue para o ano académico 2016/2017 ou quanto menos para o ano académico 2017/2018.

Dessa maneira sim estamos a contribuir para que a nossa sociedade seja realmente muito diferente e melhor em 2030.

E estamos a incidir num dos pilares básicos de atuação publica de qualquer governo: a educação. Acreditamos que estes autarcas, as suas equipas e os futuros autarcas e as suas equipas, conhecedores destas circunstâncias, tanto ou melhor do que eu, não duvidaram em intervir desde já no melhor futuro da Eurocidade também desde agora. Uma Eurocidade trilingue do Sudoeste Ibérico, com línguas mundiais estratégicas está a nossa espera.

Texto escrito por Luis Fernando de la Macorra, professor de Economia Regional, na Universidade Extremadura.

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