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10 Janeiro, 2018

Campo Maior aposta na reabilitação do Centro Histórico

O município de Campo Maior realizou esta quarta-feira, 10 janeiro,  a apresentação dos projetos de reabilitação urbana disponíveis para aquele concelho.

Na sessão foram evidenciadas as vantagens e particularidades dos projetos IHRU – Reabilitar para Arrendar – Habitação Acessível; IFRRU 2020 – Cidades com Futuro e Benefícios em Área de Reabilitação Urbana.

O município de Campo Maior pretende sensibilizar e incentivar os proprietários de imóveis no centro histórico daquela vila alentejana a recuperarem os seus edifícios, numa altura em que a própria autárquica dá o exemplo com a obra de reabilitação, para posterior arrendamento, do edifício na Rua Direita da Comissão, em Campo Maior.

O projeto apresentado designa-se de “As Casas Tortas da Rua Direita” tem um valor total de 174.956,91 euros, sendo o empréstimo do Programa Reabilitar para Arrendar de 87.478,46 euros.

 

O Antes e Depois da Intervenção de Reabilitação na Rua Direita

Ricardo Pinheiro: “Campo Maior será exemplo”

Ricardo Pinheiro, presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, considera ser um desafio e simultaneamente uma oportunidade única as políticas de reabilitação urbanas atualmente disponíveis.

Para o autarca esta estratégia política teve como consequência a redução da área urbana do concelho de Campo Maior.

“Reduzimos o perímetro de expansão urbana de Campo Maior, que ia da variante de acesso do Centro Escolar até à variante norte da zona industrial”.

Ana Paula Amendoeira: “Redução da expansão urbana é o caminho”

Para Ana Paula Amendoeira, Diretora Regional de Cultura do Alentejo, esta redução do perímetro urbano que Campo Maior acedeu fazer vai “fomentar a vivência de proximidade no urbanismo alentejano, com uma visão mais integrada e inovadora”.

A mesma responsável sublinhou que esta é “uma boa notícia, pois reduzir substancialmente a expansão irracional e ilógica do perímetro urbano é o caminho mais certo, porque há muitos centro urbanos a degradarem-se e a ficarem sem pessoas quando eles são a nossa identidade mais genuína”.

Ainda de acordo com Ricardo Pinheiro, estes apoios são “importantíssimos para a promoção e valorização do património, nomeadamente no caso de Campo Maior que irá assim reabilitar os seus 1.600 metros de muralhas e o Castelo, fazendo da vila um exemplo nacional, europeu e até mundial”.

Pinheiro garantiu ainda que todos os processos serão facilitados aos proprietários que queiram aderir a estes projetos de reabilitação dos seus edifícios.

 

 

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